Veja quem são os finalistas da edição de 2018 do Prêmio São Paulo de Literatura

 

Conheça os finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2018.  Confira a biografia dos autores —>

 

MELHOR LIVRO DO ANO

Ana Paula Maia – Assim na terra como embaixo da terra (Record)

Nasceu em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro em 1977. É escritora e roteirista. Possui sete romances publicados, destacando-se:  De gados e homens (Record, 2013), Assim na terra como embaixo da terra (Recorde, 2017) e Enterre seus mortos (Companhia das Letras, 2018). É também autora da trilogia A saga dos brutos, publicada pela Record, iniciada com as novelas Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos e O trabalho sujo dos outros (publicadas em volume único, 2009) e concluída com o romance Carvão animal (2011). Tem livros publicados na Alemanha, Argentina, França, Itália, Estados Unidos, Espanha e Sérvia.

Carol Bensimon – O clube dos jardineiros de fumaça (Companhia das Letras)

 Nasceu em Porto Alegre, em 1982. Estreou como escritora com as narrativas de Pó de parede (Não Editora, 2008). Seu primeiro romance, Sinuca embaixo d’água (Companhia das Letras, 2009), foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e do Jabuti. Publicou ainda pela Companhia das Letras, os romances Todos nós adorávamos caubóis (2013) e O clube dos jardineiros de fumaça (2017). Seus livros foram traduzidos na Espanha e na Argentina, e em breve serão lançados nos Estados Unidos e na Itália. É uma das integrantes da edição Os melhores jovens escritores brasileiros, publicada pela revista inglesa Granta. Atualmente, vive em Mendocino, Califórnia.

Evandro Affonso Ferreira –Nunca houve tanto fim como agora (Record)

 Nascido em Araxá, Minas Gerais, em 1945, vive em São Paulo. Contista e romancista, é autor de mais de uma dezena de romances. Entre eles, publicados pela Record, estão Minha mãe se matou sem dizer adeus (2010), que recebeu o Prêmio APCA de Melhor Romance, O mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam (2012), que obteve o Jabuti de Melhor Romance, Não tive nenhum prazer em conhecê-los (2016), que ganhou o Prêmio  Bravo! de Melhor Romance e Nunca houve tanto fim como agora (1917), que recebeu o Prêmio APCA de Melhor Romance.

Heloisa Seixas – Agora e na hora (Companhia das Letras)

 Nasceu em 1952 no Rio de Janeiro, onde vive até hoje. Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense, trabalhou muitos anos na imprensa carioca e escreveu crônicas, contos, romances, obras infantojuvenis e peças de teatro. Foi quatro vezes finalista do Prêmio Jabuti, com os livros Pente de Vênus (Sulina,1995), A porta (Record, 1996), Pérolas absolutas (Record, 2003) e Oitavo selo: Quase romance (Cosac Naify, 2014), este último também finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e semifinalista do Prêmio Oceanos.

Joca Reiners Terron – Noite dentro da noite (Companhia das Letras)

 O escritor nasceu em Cuiabá, no Mato Grosso, em 1968. Publicou livros de poemas e narrativas, além dos romances Não há nada lá (2001), Do fundo do poço se vê a lua (2010) e A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves (2013), todos pela Companhia das Letras. Por este último, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional, em 2010. Traduziu obras de Enrique Vila-Matas, Richard Brautigan, Mario Levrero e Roberto Bolaño. Seu último livro é o romance Noite dentro da noite (Companhia das Letras, 2017). Escreve na Folha de S.Paulo desde 2004 e leciona na Pós-Graduação em Formação de Escritores do Instituto Vera Cruz.

Leonardo Brasiliense – Roupas sujas (Companhia das Letras)

 O escritor nasceu em São Gabriel, Rio Grande do Sul, em 1972. Formou-se em Medicina na Universidade Federal de Santa Maria e atualmente trabalha na Receita Federal. É autor, entre outros, dos livros O desejo da Psicanálise (Sulina, 1999), Whatever (Artes e Ofícios, 2009), Decapitados (Benvirá, 2014) e Roupas sujas (Companhia das Letras, 2017). Ganhou o Prêmio Jabuti por Adeus conto de fadas (7 Letras, 2006), na categoria juvenil, e por Três dúvidas (Companhia das Letras, 2010), na categoria contos e crônicas. Trabalha também com roteiro de cinema e TV e se dedica à fotografia desde 2010.

Marcelo Mirisola – Como se me fumasse (Editora 34)

O autor nasceu em São Paulo, em 1966. Publicou, entre outros, os livros O herói devolvido (Editora 34, 2000), Notas da arrebentação (Editora 34, 2005), Memórias da sauna finlandesa (Editora 34, 2009), Joana a contragosto (Record, 2005), O homem da quitinete de marfim (Record, 2007), Animais em extinção (Record, 2008), O Cristo empalado (Oito e Meio, 2013), Hosana na sarjeta (Editora 34, 2014), Paisagem sem reboco (Oito e Meio, 2015) e A vida não tem cura (Editora 34, 2016). O azul do filho morto (2002) e Bangalô (2003), ambos publicados no Brasil pela Editora 34, foram lançados em Portugal pela Cotovia, em 2016.

Márcia Barbieri – O enterro do lobo branco (Patuá)

A escritora nasceu em Indaiatuba, São Paulo, em 1979.  Formou-se em Letras pela Universidade Estadual Paulista e é mestra em Filosofia pela UNIFESP. Participou de várias antologias e tem textos nas principais revistas literárias brasileiras. É uma das idealizadoras do Coletivo Púcaro e do canal Pílulas contemporâneas. Publicou os livros de contos Anéis de Saturno (edição independente, 2009) e As mãos mirradas de Deus (Multifoco, 2011). Entre os romances figuram Mosaico de rancores (Terracota, 2016) lançado no Brasil e na Alemanha (Clandestino Publikationen), A Puta (Terracota, 2014) e O enterro do lobo branco (Patuá, 2017).

Micheliny Verunschk – O peso do coração de um homem (Patuá)

A autora é nascida em Recife, Pernambuco, em 1972. Pela editora Patuá, lançou O amor, esse obstáculo (2018), O peso do coração de um homem (2017), Aqui, no coração do inferno (2016) e nossa Teresa – vida e morte de uma santa suicida (2014), projeto que teve o patrocínio da Petrobras Cultural. Também é autora do livro Geografia íntima do deserto (Landy 2003) com o qual foi finalista, em 2004, ao prêmio Portugal Telecom. É Doutora em Comunicação e Semiótica e mestre em Literatura e Crítica Literária, ambos pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O romance nossa Teresa – vida e morte de uma santa suicida – ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura 2015 na categoria autor estreante acima de 40 anos e foi finalista do Prêmio Rio de Literatura 2015.

Milton Hatoum – A noite da espera (Companhia das Letras)

 O escritor nasceu em Manaus (AM), em 1952. Estudou arquitetura na USP e estreou na ficção com Relato de um certo Oriente (Companhia das Letras, 1989), vencedor do prêmio Jabuti de melhor romance. Sempre através da Companhia das Letras, lançou Dois irmãos (2000), adaptado para televisão, teatro e quadrinhos. Com Cinzas do Norte (2005), Hatoum ganhou os prêmios Jabuti, Portugal Telecom, Livro do Ano, Bravo! e APCA. Em 2006, lançou o livro de contos A cidade ilhada. Em 2008, seu romance Órfãos do Eldorado foi adaptado para o cinema, e em 2013 reuniu suas crônicas em Um solitário à espreita. Em 2017 recebeu do governo da França o título de Officier de l´Ordre des arts et des Lettres.  Com a publicação de A Noite da espera (2017), recebeu da União Brasileira de Escritores o Prêmio Juca Pato-Intelectual do Ano. Sua obra foi publicada em 14 países.

ESTREANTES +40

Carlos Eduardo Pereira – Enquanto os dentes (Todavia)

 O escritor nasceu na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, em 1973. Cursou História na Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi professor e também servidor público. Em 2011, ele começou a publicar textos de cenas cotidianas num blog. No ano seguinte, matriculou-se no curso de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, na habilitação Formação do Escritor. Além disso, frequentou oficinas de escrita. Acaba de lançar, pela editora Todavia, Enquanto os dentes, seu romance de estreia.

Cinthia Kriemler – Todos os abismos convidam para um mergulho (Patuá)

Carioca, vive em Brasília. É romancista, contista, cronista e poeta. Graduada e pós-graduada em Comunicação Social e Relações Públicas pela Universidade de Brasília.  É autora, pela editora Patuá, dos livros Todos os abismos convidam para um mergulho (2017), Na escuridão não existe cor-de-rosa (2015), Sob os escombros (2014) e Do todo que me cerca (2012). É também autora do livro Para enfim me deitar na minha alma, projeto aprovado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (2010). Tem publicações em diversos periódicos impressos e virtuais, além de atuar como colunista na Revista Samizdat.

Cristiano Baldi – Correr com rinocerontes (Não Editora)

Nascido em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, é escritor e professor. Possui mestrado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, onde cursa também o doutorado. Participou de diversas antologias e publicou, pela editora Livros do Mal, o volume de contos Ou clavículas (2002), que foi adaptado para o teatro. Correr com rinocerontes (Não Editora, 2017) é o seu primeiro romance.

Cristina Judar – Oito do sete (Reformatório)

Cristina Judar é escritora e jornalista, pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Nasceu em São Paulo, em 1971. É autora das HQs Lina (Editora Estação Liberdade) e Vermelho, Vivo (Devir Brasil), contempladas pelo ProAc de HQ em 2009 e em 2011, respectivamente. Com o livro de contos Roteiros para uma Vida Curta (Editora Reformatório), foi finalista e Menção Honrosa no Prêmio SESC de Literatura 2014. É coautora do livro-arte Luminescências e, em 2015, escreveu o projeto de prosa poética Questions For a Live Writing após ter sido selecionada para uma residência artística na Queen Mary University of London. É uma das editoras da revista de arte e cultura LGBT Reversa Magazine. Contemplado pelo ProAC de Literatura 2014, Oito do sete é o seu primeiro romance.

José Roberto Walker – Neve na manhã de São Paulo (Companhia das Letras)

É publicitário e produtor cultural, formado em História pela Universidade de São Paulo. Atualmente é diretor da Rádio e TV Cultura. Dirigiu a Cia. Brasileira de Ópera, a Orquestra Filarmônica Vera Cruz e várias edições do Festival de Inverno de Campos do Jordão. É produtor de espetáculos de música clássica e ópera, e foi responsável pela criação de inúmeros programas e documentários para o rádio e a televisão, bem como uma série sobre grandes músicos brasileiros, entre eles Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky e João Carlos Martins. É coautor de livros sobre São Paulo, entre eles publicações sobre o Theatro São Pedro e a Sala São Paulo.  Neve na Manhã de São Paulo (Companhia das Letras, 2017) é seu primeiro romance.

Leonor Cione – O estigma de L. (Quelônio)

Nasceu em São Paulo, em 1957. Trabalhou como bióloga e relações públicas e há alguns anos se dedica apenas às palavras e às línguas – traduz, estuda literatura e escreve. Graduada em Biologia, fez pós-graduação em tradução de inglês na Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro e em formação de escritores no Instituto Vera Cruz. Publicou duas histórias para crianças: Tablet, tablet meu (Cuore, 2014) e Onde é o meu lugar? (Revista Carta Fundamental). Alguns de seus contos foram publicados nas coletâneas Colar de oito voltas (Carapaça Edições) e Mulherio das Letras (Mariposa Cartonera). Como integrante do Coletivo Literatura Clandestina, está presente na obra Verdades de uma escritora (Lamparina Luminosa).

ESTREANTES -40

Aline Bei – O peso do pássaro morto (Editora Nós)

Aline Bei nasceu em São Paulo, em 1987. É formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Artes Cênicas pelo Teatro Escola Célia-Helena. É colunista do site cultural Livre Opinião – Ideias em Debate e foi escritora convidada na Printemps Littéraire Brésilien, um encontro anual europeu de promoção e divulgação da cultura e da literatura lusófonas, na Sorbonne Université, França, em 2018. O peso do pássaro morto (Editora Nós, 2017), finalista do prêmio Rio de Literatura, é o seu primeiro livro.

José Almeida Júnior – Última hora (Record)

José Almeida Júnior é nascido em Mossoró, Rio Grande do Norte. É formado em Direito pela Universidade do estado do Rio Grande do Norte, com pós-graduação em Direto Processual e em Direito Civil. Há uma década reside em Brasília, onde exerce o cargo de Defensor Público do Distrito Federal. O autor foi vencedor do Prêmio Sesc de Literatura de 2017 com o romance Última Hora (Record, 2017).

Mauro Paz – Entre lembrar e esquecer (Patuá)

Nascido em Porto Alegre, em 1981, mora em São Paulo desde 2009. É escritor, publicitário e cineasta. Formado em Letras, também cursou a Oficina de Escrita Criativa de Luiz Antonio de Assis Brasil. É autor dos livros de contos Por Razões Desconhecidas (IELRS, 2010), São Paulo – CidadExpressa (Patuá, 2014) e do romance Entre Lembrar e Esquecer (Patuá, 2017). Para web, desenvolveu projetos de literatura como os #Instacontos (2015). No cinema, assina os roteiros dos curtas Parceiros (2014), Desencanto (2018) e A Primeira Vez de Ana Katamura (2018), o qual também dirigiu. Atualmente, trabalha no desenvolvimento do longa-metragem O Caderno Proibido de Minha Mãe e do romance Quando os Prédios Começaram a Cair.

Tiago Feijó – Diário da casa arruinada (Penalux)

Tiago Feijó nasceu em Fortaleza, em maio de 1983 e cresceu em Guaratinguetá, interior paulista. Formou-se em Letras Clássicas pela Universidade Estadual Paulista. Venceu o Prêmio Ideal Clube de Literatura 2014. É autor do livro de contos Insolitudes (7letras, 2015) e do romance Diário da casa arruinada (Penalux, 2017), este último finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2018. Tem textos publicados em diversas revistas e blogs de literatura.

 

 

 

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Conheça a biografia dos finalistas da décima edição

Nesta sexta-feira, 1 de setembro, o Prêmio São Paulo de Literatura anunciou os finalistas da décima edição.  São 20 obras selecionadas e a premiação, destinada a romances publicados em 2016, oferece, no total, R$ 400 mil aos vencedores. Confira a biografia dos autores —>

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO

 

Bernardo Carvalho_Simpatia pelo Demônio

Bernardo Carvalho – Simpatia pelo demônio (Companhia das Letras)

Nasceu no Rio de Janeiro, em 1960. Estreou com Aberração (1993) e desde então tem se destacado como um dos mais importantes ficcionistas contemporâneos brasileiros, traduzido para diversos idiomas. Foi editor do suplemento de ensaios Folhetim e correspondente da Folha de S. Paulo em Paris e Nova York. Sua obra Mongólia ganhou o Prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) 2003, bem como o Jabuti 2004, ambos na categoria romance. Em 2003, dividiu com Dalton Trevisan, o Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, com o romance Nove Noites. Foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2008, com O sol se põe em São Paulo; em 2010, por O filho da mãe, e em 2014, por Reprodução.

 

Flávio Izhaki – Tentativas de capturar o ar (Rocco)

Nasceu no Rio de Janeiro em 1979. É autor dos romances De cabeça baixa (2008) e Amanhã não tem ninguém (2013), eleito pelos jornais O Globo e Estado de S. Paulo como um dos melhores romances brasileiros do ano e semifinalista do Prêmio Portugal Telecom em 2014. Como contista, já participou de oito antologias, entre elas Prosas cariocas (2004), Primos: histórias da herança árabe e judaica (2010) e Wir sind bereit (2013), lançada em alemão por ocasião da Feira de Frankfurt.

 

Javier Arancibia Contreras – Soy loco por ti, América (Companhia das Letras)

O autor nasceu em 1976 em Salvador, após sua família migrar do Chile durante o período de ditadura militar e viveu a adolescência em Santos. Foi repórter policial, trabalhou como livreiro e escreveu roteiros de cinema. Estreou com o livro-reportagem Plínio Marcos: A crônica dos que não têm voz, publicado em 2002, em parceria com Fred Maia e Vinicius Pinheiro. Na sequência, lançou Imóbile, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2009. Seu segundo romance, O dia em que eu deveria ter morrido, foi contemplado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) e publicado em 2010. Em 2012, foi escolhido pela revista Granta como um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros. Soy loco por ti, América, lançado em 2016, fala da ferocidade histórica da América Latina, um romance que mescla a tragédia pessoal e a comédia política.

 

José Luiz Passos – O marechal de costas (Alfaguara)

José Luiz Passos nasceu em Catende, Pernambuco, em 1971. Formado em sociologia, doutorou-se em letras pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Lecionou na Universidade de Berkeley por nove anos e dirigiu o Centro de Estudos Brasileiros da UCLA, onde é professor titular de literaturas brasileira e portuguesa. É autor dos ensaios Ruínas de linhas puras (1998) e Machado de Assis, o romance com pessoas (2007). Publicou em 2009 seu primeiro romance, Nosso grão mais fino, selecionado para o prêmio Zaffari & Bourbon de Literatura. Com Sonâmbulo amador foi o vencedor na categoria romance do 2º Prêmio Brasília de Literatura em 2013 e finalista do Prêmio São Paulo de Literatura no mesmo ano. É autor de teatro e de contos publicados no Brasil e no exterior.

 

Maria Valéria Rezende – Outros cantos (Alfaguara)

Maria Valéria Rezende nasceu em 1942, em Santos, onde morou até os 18 anos. Em 1965 entrou para a Congregação de Nossa Senhora Cônegas de Santo Agostinho. Sempre se dedicou à educação popular, nas regiões de periferia e no meio rural. Desde 1986, mora em João Pessoa. Estreou na ficção em 2001, com a coletânea de contos Vasto mundo. Depois, dedicou-se a literatura infantojuvenil, escrevendo diversos títulos. Em 2005, publicou o elogiado romance O voo da guará vermelha e um ano depois, o livro de contos Modo de apanhar pássaros à mão. Em 2015, ganhou o prêmio Jabuti com o romance Quarenta dias. Seu mais recente lançamento, Outros cantos, foi vencedor da 58ª edição do Prêmio Casa de las Américas na categoria Literatura Brasileira em 2017.

 

Michel Laub – O tribunal da quinta-feira (Companhia das Letras)

Nasceu em Porto Alegre, em 1973, e vive em São Paulo. Escritor e jornalista, publicou sete romances. Entre eles estão Diário da queda (2011), que teve direitos vendidos para o cinema. Seus livros saíram em 13 países e 10 idiomas. Recebeu os prêmios JQ – Wingate (Inglaterra, 2015), Transfuge (França, 2014), Jabuti (segundo lugar, 2014) e outras distinções literárias no Brasil. Também foi finalista do Dublin International Literary Award (Irlanda, 2016) e do Prêmio São Paulo de Literatura em 2012, por Diário da queda, e em 2014, por A maçã envenenada.

 

Miguel Sanches Neto – A bíblia do Che (Companhia das Letras)

Nasceu em 1965, em Bela Vista do Paraíso, no norte do Paraná. Em 1969, mudou-se para Peabiru, onde passou a infância. Doutor em letras pela Unicamp, é autor de romances como Chove sobre minha infância (2000), Um amor anarquista (2005) e A primeira mulher (2008), e do livro de contos Hóspede secreto, com o qual recebeu o Prêmio Cruz e Sousa em 2002. Venceu também o prêmio Binacional das Artes e da Cultura Brasil-Argentina em 2005. Foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura com o Chá das cinco com o vampiro, em 2011 e A máquina de madeira, em 2013. Mora em Ponta Grossa, Paraná, onde é professor universitário.

 

Ricardo Lísias – A vista particular (Alfaguara)

Ricardo Lísias nasceu em 1975, em São Paulo. Paulistano, estreou na literatura em 1999, com o romance Cobertor de estrelas, que escreveu enquanto cursava Letras na Unicamp. Em 2007, lançou Duas praças, obra vencedora do Prêmio Portugal Telecom. Foi finalista do Prêmio Jabuti em 2008 com Anna O. e outras novelas. Em 2010, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura com O livro dos mandarins, e em 2013, com o Céu dos suicidas. Este romance foi vencedor do prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Publicou também Divórcio (2013), Concentração e outros contos (2015), Inquérito policial (2016) e Diário da cadeia (2017). Seus livros estão traduzidos para o inglês, francês, espanhol, galego, alemão, japonês e hebraico. É doutor em Teoria e Crítica Literária pela USP.

Silviano Santiago – Machado (Companhia das Letras)

Silviano Santiago nasceu em Formiga, Minas Gerais, em 1936, e mora no Rio de Janeiro. É escritor, crítico literário e professor emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua vasta obra inclui romances, contos, ensaios literários e culturais. Entre os livros de ficção destacam-se: Em liberdade (1981), que ganhou o prêmio Jabuti de romance, Stella Manhattan (1985), e Heranças (2008), que ganhou o prêmio Academia Brasileira de Letras de melhor romance. Recebeu o prêmio para conjunto de obra, concedido pelo Governo do Estado de Minas Gerais, o prêmio Machado de Assis, outorgado pela Academia Brasileira de Letras, e, em 2014, o prestigioso prêmio ibero-americano de literatura José Donoso, concedido pelo Chile. Silviano Santiago foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2009, com Heranças, e em 2015 com Mil rosas roubadas, obra vencedora do prêmio Oceanos de 2015.

 

Victor Heringer – O amor dos homens avulsos (Companhia das Letras)

Victor Heringer nasceu em 1988 na capital fluminense. É prosador, poeta e ensaísta e escreve uma coluna quinzenal na Revista Pessoa chamada Milímetros. Em 2012, publicou seu primeiro romance, Glória, com o qual ganhou o prêmio Jabuti em 2013. Lançou também a coletânea de poemas Automatógrafo (2011), o livro de contos Lígia (2014) e a plaquete de fotos O escritor Victor Heringer (2015).

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO – AUTOR ESTREANTE COM MAIS DE 40 ANOS

 

Antonio Cestaro – Arco de virar réu (Tordesilhas | Alaúde)

Nasceu em 1965, em Maringá, no Paraná. É editor, fundador do selo Tordesilhas, dedicado a literatura. Em 2012, estreou como escritor com a coletânea de crônicas Uma porta para um quarto escuro, que ganhou o prêmio Jabuti na categoria Projeto Gráfico. Em 2013, publicou seu segundo livro de crônicas, As artimanhas do Napoleão e outras batalhas cotidianas. Arco de virar réu é seu primeiro romance.

 

Franklin Carvalho – Céus e terra (Record)

O baiano Franklin Carvalho se formou em jornalismo e enveredou pela carreira acadêmica. Céus e terra foi vencedor do Prêmio Sesc de Literatura de 2016 na categoria Romance e é resultado de suas pesquisas sobre a morte para o mestrado em antropologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Seus outros dois livros, Câmara e cadeia e O encourado, ambos lançados em 2009, apresentam temas como apocalipse e vampiros.

 

Martha Batalha – A vida invisível de Eurídice Gusmão (Companhia das Letras)

Nasceu em Recife em 1973, mas cresceu no Rio de Janeiro. Formou-se em jornalismo e fez mestrado em literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Trabalhou nos jornais O Dia, O Globo e Extra e criou a editora Desiderata, hoje parte da Ediouro. Mudou-se para Nova York em 2008, onde completou o mestrado em Publishing da New York University e recebeu a maior distinção do curso, a Oscar Dystel Fellowship. Deixou o mercado editorial americano para se tornar escritora. Seu livro de estreia já teve os direitos vendidos para o cinema e para mais de dez editoras estrangeiras.

 

Priscila Gontijo – Peixe cego (7 Letras)

Nasceu no Rio de Janeiro, é pesquisadora, dramaturga, roteirista e artista-orientadora. É formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Integrou o Centro de Pesquisa Teatral (CPT), de Antunes Filho, onde atuou em montagens como Medéia, de Eurípedes e Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. É também fundadora da Companhia da Mentira, onde encenou textos próprios, como Soslaio, que ganhou o Prêmio Myriam Muniz da Funarte em 2007, Os visitantes, vencedora do Fundo de Apoio ao Teatro do Rio de Janeiro (FATE) em 2009, e Antes do sono, em cartaz em 2010. Escreveu os roteiros do telefilme Irina e da série Entre o céu e a terra. Seu primeiro romance, Peixe cego, foi um dos finalistas do Prêmio Sesc de Literatura de 2016.

 

Tina Correia – Essa menina: De Paris a Paripiranga (Alfaguara)

Nasceu em Aracaju e mora no Rio de Janeiro. É formada em letras e em jornalismo, com mestrado em literatura brasileira. Durante muitos anos, lecionou na rede de ensino do município do Rio de Janeiro.

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO – AUTOR ESTREANTE COM ATÉ 40 ANOS

 

Alexandre Marques Rodrigues – Entropia (Record)

Alexandre Marques Rodrigues nasceu em 1979, em Santos. É formado em psicologia pela Universidade Católica de Santos. Parafilias, livro de estreia, foi vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2014 na categoria Contos, e finalista do Jabuti. Em 2016, lançou seu primeiro romance, Entropia.

 

André Timm – Modos inacabados de morrer (Oito e Meio)

O escritor é natural de Porto Alegre e atualmente mora em Chapecó. Formado em Letras e tem especialização em literaturas do Cone Sul pela Universidade Federal da Fronteira Sul. Atua como escritor e redator publicitário. Obteve menção honrosa no Prêmio Sesc de Literatura com Insônia, seu livro de estreia publicado em 2011. Em 2015, foi finalista do Concurso Brasil em Prosa, da Amazon, com o conto Sonífera Ilha. Modos Inacabados de Morrer, seu primeiro romance, foi vencedor da Maratona Literária da editora Oito e Meio.

 

Maurício de Almeida – A instrução da noite (Rocco)

O escritor nasceu em Campinas em 1982. É formado em antropologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Venceu o Prêmio Sesc de Literatura em 2007 na categoria contos com o livro Beijando Dentes (2008). Participou das coletâneas Como se não houvesse amanhã (2010) e O livro branco (2012) e tem contos publicados em diversas revistas e jornais, além de traduções para o espanhol na Machado de Assis Magazine e para o inglês no Contemporary Brazilian Short Stories.

 

Raul Ruas – Em torno dos 26 anos: Quando predominam tons tristes, vaidosos e politicamente incorretos (7 Letras)

Em torno dos 26 anos… traz humor, ironia e ritmo, em que o escritor procura um formato entre a memória, a crônica e a poesia, com um texto direto e cortante. O autor também assina o romance Meia vida, publicado em 2016.

 

Robson Viturino – Do outro lado do rio (Nós)

Nasceu em São Paulo, em 1979, e passou a infância e a adolescência no interior paulista. Em 2001, voltou a São Paulo, cidade onde mora e trabalha desde então. É escritor e jornalista formado na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Além de prosa de ficção, publica perfis, resenhas e reportagens em diversos periódicos. Em 2012, recebeu o Grande Prêmio de Reportagem da Editora Globo por antecipar a derrocada do empresário Eike Batista. Do outro lado do rio é sua estreia na ficção.

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Prêmio São Paulo de Literatura 2017 anuncia finalistas

O Prêmio São Paulo de Literatura, promovido pelo Governo do Estado de São Paulo, divulga os 20 finalistas da sua décima edição. São 10 obras concorrendo ao prêmio de R$ 200 mil, na categoria Melhor Livro de Romance do Ano; 5 disputarão R$ 100 mil, na categoria Melhor Livro de Romance do Ano – Autor Estreante com mais de 40 anos; e 5 estão concorrendo a R$ 100 mil, na categoria Melhor Livro de Romance do Ano – Autor Estreante com até 40 anos. Todos os livros foram publicados pela primeira vez em 2016, com a primeira edição em língua portuguesa.

Distribuindo um total de R$ 400 mil, o Prêmio São Paulo de Literatura é o maior do país em valor individual e tem como principais objetivos incentivar a produção literária de qualidade, apoiar e valorizar novos autores e editoras independentes, além de incentivar a leitura, por meio da promoção de bate-papos dos finalistas com o público.

Além disso, todos os livros finalistas ficam à disposição para empréstimo na Biblioteca de São Paulo, localizada no Parque da Juventude, e na Biblioteca Parque Villa-Lobos. A ênfase no romance é uma característica do Prêmio São Paulo de Literatura desde sua criação, em 2008, inspirado no britânico Man Booker Prize. Atualmente, ele é executado em parceria com a organização social SP Leituras.

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO

 

Bernardo Carvalho – Simpatia pelo demônio (Companhia das Letras)

Flávio Izhaki – Tentativas de capturar o ar (Rocco)

Javier Arancibia Contreras – Soy loco por ti, América (Companhia das Letras)

José Luiz Passos – O marechal de costas (Alfaguara)

Maria Valéria Rezende – Outros cantos (Alfaguara)

Michel Laub – O tribunal da quinta-feira (Companhia das Letras)

Miguel Sanches Neto – A bíblia do Che (Companhia das Letras)

Ricardo Lísias – A vista particular (Alfaguara)

Silviano Santiago – Machado (Companhia das Letras)

Victor Heringer – O amor dos homens avulsos (Companhia das Letras)

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO – AUTOR ESTREANTE COM MAIS DE 40 ANOS

 

Antonio Cestaro – Arco de virar réu (Tordesilhas | Alaúde)

Franklin Carvalho – Céus e terra (Record)

Martha Batalha – A vida invisível de Eurídice Gusmão (Companhia das Letras)

Priscila Gontijo – Peixe cego (7 Letras)

Tina Correia – Essa menina: De Paris a Paripiranga (Alfaguara)

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO – AUTOR ESTREANTE COM ATÉ 40 ANOS

 

Alexandre Marques Rodrigues – Entropia (Record)

André Timm – Modos inacabados de morrer (Oito e Meio)

Maurício de Almeida – A instrução da noite (Rocco)

Raul Ruas – Em torno dos 26 anos: Quando predominam tons tristes, vaidosos e politicamente incorretos (7 Letras)

Robson Viturino – Do outro lado do rio (Nós)

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Prêmio São Paulo realiza programação cultural na BVL

Em clima descontraído, a Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) recebeu neste domingo, 9 de outubro, o último bate-papo com os finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2016. O Encontro com o Escritor foi mediado pela jornalista Adriana Couto e trouxe os escritores João Almino, Júlia Dantas, Rafael Gallo, Raimundo Carrero, Robertson Frizero e Tércia Montenegro. Na conversa, o público pode conhecer as obras finalistas, além de aprender e trocar ideias sobre literatura.

João Almino comentou que o enredo de Enigmas da primavera (Editora Record) trata de um amor impossível e que o livro levou cinco anos para ser finalizado. Conta a história de um personagem perdido num mundo perdido: quer se converter ao islamismo, mas vai para Madri num Encontro Mundial da Juventude, evento de teor cristão. “Neste livro quis tratar da tolerância religiosa, que é um tema central no mundo de hoje. Li muito Gustave Flaubert e Thomas Mann para aprender a falar do presente sem parecer datado”.

Júlia Dantas disse que seu Ruína y leveza (Não Editora) é uma narrativa de estrada e que esse é tipo de livro que ela gosta de ler. A obra narra uma viagem pela América Latina, intercalando capítulos com a vida pregressa da protagonista na cidade de Porto Alegre. “A América Latina sempre me pareceu um lugar novo e desconhecido em comparação com a Europa e Estados Unidos. Além do mais conheço boa parte dos países que estão na trama”.

Rafael Gallo disse que foi com Rebentar (Editora Record) que passou a levar a carreira de escritor mais a sério. O autor estreante sempre gostou de escrever, mas desenvolve seu talento literário em paralelo com outras atividades. A obra conta a história de um filho que sumiu e, após trinta anos, a mãe decide encerrar essa busca. “Gosto de histórias que demandem do protagonista mais. Nem o fim é completo, nem o começo é completo. É um livro que transita entre uma ternura difícil e um niilismo total”.

Raimundo Carrero, finalista com O senhor agora vai mudar de corpo (Editora Record), disse que “o melhor da literatura é a sedução”. Contou que este título lhe foi falado por uma cuidadora após sofrer um AVC. Isso ficou na cabeça e serviu de combustível para mais um romance. “É como um monólogo em falsa terceira pessoa. Aprendi com Ariano Suassuna que a literatura é uma grande metáfora. Escrever é procurar uma beleza. Não quero como escritor contar uma história; quero contar o sentimento da história”.

Robertson Frizero comentou que Longe das aldeias (Editora Dublinense) conta a história de um jovem de 17 anos que começa a questionar as suas origens. O protagonista foi concebido em meio a uma guerra civil e na obra o autor quis tratar da primeira geração pós-guerra. “O cerne no livro é um crime de guerra. Essas histórias são tão comuns. O jornalismo trata disso de certa maneira, o ensaio é mais racional. Mas com a literatura a gente consegue mergulhar mais fundo”.

Tércia Montenegro disse que seu romance de estreia começou com o título, Turismo para cegos (Cia. das Letras). Ela lia para deficientes visuais em Fortaleza e tinha curiosidade de saber como seria viagem de um cego para um lugar desconhecido. A medida que foi escrevendo, criou uma personagem que sofre de retinite pigmentosa, ou seja, vai ficar cega em algum momento. O contraponto é que essa protagonista é uma tirana. “Queria desconstruir a ideia piedosa que temos sobre um deficiente físico. Por outro lado, temos uma metáfora: a bem da verdade estamos às cegas nessa viagem da vida”.

A cerimônia de entrega do Prêmio São Paulo de Literatura será na BVL na segunda-feira, 10, às 20 horas. Para conhecer melhor os autores e os livros finalistas, acesse este link.

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Bate-papo com finalistas na Biblioteca de São Paulo

A Biblioteca de São Paulo (BSP) recebeu neste sábado, 8 de outubro, o segundo bate-papo com os finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2016. O Encontro com o Escritor foi mediado pela jornalista Adriana Couto e contou com a presença de Alex Sens, Marcelo Maluf, Noemi Jaffe, Santana Filho e Tomas Rosenfeld. Na BSP, o público pode conhecer as obras finalistas, trocar ideias sobre literatura e aprender sobre o processo criativo dos autores.

Alex Sens comentou que sua autora favorita é Virginia Woolf e que buscou em O frágil toque dos mutilados (Editora Autêntica) contar um drama familiar. Imaginou uma enóloga indo visitar um irmão que é ex-alcoólatra numa casa de praia. A história é a narração da convivência deles por 28 dias, sendo que cada capítulo é um dia. “Eu tive um grande alívio quando acabei de escrever. Mas sei que esse projeto é uma trilogia e vou ter que conviver com esses personagens por quase dez anos”, contou o escritor estreante.

Marcelo Maluf falou que seu livro A imensidão íntima dos carneiros (Editora Reformatório) é um ajuste de contas com o passado. Ele revisitou a história da família para contar sobre a sua descendência libanesa e um grande segredo do seu avô, que ele não conheceu pessoalmente. “Mas acima de tudo é um livro de ficção. Acho que a palavra sempre me tomou. Ela é meu universo”, disse.

Noemi Jaffe disse que queria uma jornada do personagem em busca de si mesma em Írisz: As orquídeas (Cia. das Letras). Encontrou então uma mulher húngara fugindo da revolução que aconteceu naquele país em 1956 e que veio para São Paulo para trabalhar no Jardim Botânico, cuidando de orquídeas. “Depois descobri que as orquídeas criam raízes no ar, assim como a protagonista, que não tem raízes em lugar nenhum. São coisas que não sabia quando comecei a escrever. Estou o tempo todo me confrontando com a minha ignorância”, disse.

Santana Filho afirmou que seu livro A casa das marionetes (Editora Reformatório) se passa no norte do Brasil e que o narrador, que hoje tem cerca de 70 anos, mora em Madri e vê uma reportagem na televisão sobre uma casa em que ele conheceu. Passa então a relembrar histórias da infância e da adolescência, com suas expressões, hábitos e comidas. “Tenho um grande carinho pela palavra. Escrevo para dar uma passagem para a emoção. Já me perguntaram o que querem os meus personagens. Acho que eles querem divertir o autor”.

Tomas Rosenfeld falou que seu Para não dizer que não falei de Flora (Editora 7 Letras) não era um livro no começo, mas buscou dar sentido e unidade aos textos e ensaios que escrevia. Seu romance de estreia conta a história de um casal de São Paulo que vai morar em Buenos Aires, engravida e a obra acompanha os 9 meses de gestação. “Tudo começou quando mudei de casa, fui morar sozinho no centro e tinha uma grande solidão. Passei a visitar a biblioteca Mário de Andrade e ler muito. Acho que inventei bastante da história, mais do que os personagens. No meu novo livro, o desafio é criar os personagens do zero”.

O último Encontro com o Escritor vai ser realizado no domingo, 9, na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), às 11 horas. A cerimônia de entrega do Prêmio São Paulo de Literatura será na BVL na segunda, 10, às 20 horas.

Para conhecer melhor os autores e os livros finalistas, acesse este link.

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A cerimônia de entrega dos troféus é em 10 de outubro

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A cerimônia de entrega dos prêmios e troféus do Prêmio São Paulo de Literatura acontecerá no dia 10 de outubro, às 20 horas. A solenidade será realizada na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), na Avenida Queiroz Filho, 1205, Alto de Pinheiros, São Paulo. O evento é gratuito e é necessário a confirmação prévia de presença.

Ainda em outubro, o Prêmio promove uma programação cultural nos dias 1, 8 e 9 com os autores finalistas da nona edição. A ideia é que os escritores falem sobre as obras selecionadas, suas influências literárias e o cenário editorial do país. Os eventos acontecem na Biblioteca de São Paulo (BSP) e na BVL, ambos equipamentos da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e geridos pela SP Leituras. A mediação dos Encontros com o Escritor é da apresentadora do programa Metrópolis, da TV Cultura, Adriana Couto.

Saiba mais da programação cultural de outubro com os autores finalistas neste link.

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