Vencedores da décima edição ganham uma viagem ao México

A décima edição do Prêmio São Paulo de Literatura, promovido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, traz uma novidade: além do valor em dinheiro, os vencedores nas três categorias vão ganhar uma viagem ao México, para participar da Feira Internacional do Livro de Guadalajara. O evento, que é um dos maiores do mundo, será realizado entre os dias 25 de novembro e 3 de dezembro.

A viagem é resultado de uma parceria com os organizadores da feira. Os ganhadores participarão de debates e discussões literárias com intuito de promover a produção contemporânea brasileira para editoras e leitores de outros países.

A cerimônia de entrega do Prêmio São Paulo será no dia 6 de novembro, às 20 horas, na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL). Ao todo, são 20 finalistas, entre autores veteranos e estreantes.

Com valor de R$ 400 mil em gratificação, o Prêmio São Paulo de Literatura é o maior do país e tem como principais objetivos dar protagonismo aos autores, promover o mercado editorial e incentivar a leitura. Este ano, os bate-papos dos finalistas com o público serão na Biblioteca de São Paulo (BSP) e na Biblioteca Parque Villa-Lobos, nos dias 4 e 5, respectivamente, às 11 horas.

Conheça os autores finalistas desta edição aqui.

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Solenidade do Prêmio São Paulo é no dia 6 de novembro

A cerimônia de entrega dos prêmios e troféus do Prêmio São Paulo de Literatura 2017 está agendada para a segunda-feira, 6 de novembro, às 20h30 . A solenidade será realizada na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), que fica na Avenida Queiroz Filho, 1205, Alto de Pinheiros. O evento é gratuito, mas é necessário confirmar previamente a presença pelo email (rsvp@premiosaopaulodeliteratura.org.br) ou pelo telefone: (11) 3155-544, ramal 21.

O concurso promove no fim de semana anterior, sábado (4 de novembro) e domingo (5 de novembro) dois encontros com os escritores finalistas. Os eventos desta décima edição acontecem na Biblioteca de São Paulo (BSP) e na BVL, respectivamente. Ao todo, estarão presentes 15 dos 20 finalistas e a mediação será da apresentadora da TV Cultura, Adriana Couto.

O objetivo da Secretaria da Cultura com os bate-papos literários é que os autores falem das obras selecionadas, suas influências e processo de trabalho, além comentar sobre esta ação de estímulo aos talentos literários do país. A Secretaria da Cultura criou o prêmio em 2008 visando estimular a produção literária e reconhecer o talento dos autores brasileiros.

O valor pago anualmente é o mais alto do Brasil: são R$ 400 mil divididos por três vencedores. Participe dos bate-papos e descubra quais são os livros indicados como os melhores do ano.

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Confira a programação cultural da décima edição

 

O Prêmio São Paulo de Literatura vai realizar encontros os 20 finalistas da décima edição. A programação cultural acontece nos dias 4 e 5 de novembro e serve de aquecimento para a cerimônia oficial, marcada para a segunda-feira, 6. Nestes bate-papos, os escritores veteranos e estreantes vão falar sobre as obras selecionadas, o processo criativo, as influências literárias e o cenário editorial do país. Os eventos serão na Biblioteca de São Paulo (BSP) e na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), ambos equipamentos da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e geridos pela SP Leituras. Têm a mediação da jornalista Adriana Couto, apresentadora do programa Metrópolis, da TV Cultura.

No dia 4 de novembro, será realizado a primeira conversa na BSP com os autores: Bernardo Carvalho (Simpatia pelo demônio), Flávio Izhaki (Tentativas de capturar o ar, Javier Arancibia Contreras (Soy loco por ti, América), Ricardo Lísias (A vista particular), Antonio Cestaro (Arco de virar réu), Priscila Gontijo (Peixe cego) e Robson Viturino (Do outro lado do rio). O encontro acontece às 11 horas.

No dia 5 de novembro, o bate-papo será na BVL com: Maria Valéria Rezende (Outros cantos), Franklin Carvalho (Céus e terra), Tina Correia (Essa menina: De Paris a Paripiranga), Alexandre Marques Rodrigues (Entropia), André Timm (Modos inacabados de morrer), Maurício de Almeida (A instrução da noite) e Raul Ruas (Em torno dos 26 anos: Quando predominam tons tristes, vaidosos e politicamente incorretos). O evento está agendado para às 11 horas.

Vale lembrar que o Prêmio São Paulo de Literatura tem seu impacto ampliado ao instituir uma programação cultural que promove encontros de escritores com seus leitores, com a imprensa e a crítica especializada, tornando-se um modelo quem vem sendo adotado por outras premiações literárias, inclusive pelos mais tradicionais.

Isso segue o principal objetivo da Secretaria da Cultura, que é estimular a produção e a divulgação literária brasileira com foco exclusivo no gênero romance, premiando anualmente autores e obras que se destacam pela qualidade e contribuição à literatura de nosso país. Paralelamente, é uma ação de estímulo aos novos talentos e de fortalecimento das políticas públicas do livro e da leitura no Estado de São Paulo.

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Bate-papo com finalistas na Biblioteca de São Paulo

A Biblioteca de São Paulo (BSP) recebeu neste sábado, 8 de outubro, o segundo bate-papo com os finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2016. O Encontro com o Escritor foi mediado pela jornalista Adriana Couto e contou com a presença de Alex Sens, Marcelo Maluf, Noemi Jaffe, Santana Filho e Tomas Rosenfeld. Na BSP, o público pode conhecer as obras finalistas, trocar ideias sobre literatura e aprender sobre o processo criativo dos autores.

Alex Sens comentou que sua autora favorita é Virginia Woolf e que buscou em O frágil toque dos mutilados (Editora Autêntica) contar um drama familiar. Imaginou uma enóloga indo visitar um irmão que é ex-alcoólatra numa casa de praia. A história é a narração da convivência deles por 28 dias, sendo que cada capítulo é um dia. “Eu tive um grande alívio quando acabei de escrever. Mas sei que esse projeto é uma trilogia e vou ter que conviver com esses personagens por quase dez anos”, contou o escritor estreante.

Marcelo Maluf falou que seu livro A imensidão íntima dos carneiros (Editora Reformatório) é um ajuste de contas com o passado. Ele revisitou a história da família para contar sobre a sua descendência libanesa e um grande segredo do seu avô, que ele não conheceu pessoalmente. “Mas acima de tudo é um livro de ficção. Acho que a palavra sempre me tomou. Ela é meu universo”, disse.

Noemi Jaffe disse que queria uma jornada do personagem em busca de si mesma em Írisz: As orquídeas (Cia. das Letras). Encontrou então uma mulher húngara fugindo da revolução que aconteceu naquele país em 1956 e que veio para São Paulo para trabalhar no Jardim Botânico, cuidando de orquídeas. “Depois descobri que as orquídeas criam raízes no ar, assim como a protagonista, que não tem raízes em lugar nenhum. São coisas que não sabia quando comecei a escrever. Estou o tempo todo me confrontando com a minha ignorância”, disse.

Santana Filho afirmou que seu livro A casa das marionetes (Editora Reformatório) se passa no norte do Brasil e que o narrador, que hoje tem cerca de 70 anos, mora em Madri e vê uma reportagem na televisão sobre uma casa em que ele conheceu. Passa então a relembrar histórias da infância e da adolescência, com suas expressões, hábitos e comidas. “Tenho um grande carinho pela palavra. Escrevo para dar uma passagem para a emoção. Já me perguntaram o que querem os meus personagens. Acho que eles querem divertir o autor”.

Tomas Rosenfeld falou que seu Para não dizer que não falei de Flora (Editora 7 Letras) não era um livro no começo, mas buscou dar sentido e unidade aos textos e ensaios que escrevia. Seu romance de estreia conta a história de um casal de São Paulo que vai morar em Buenos Aires, engravida e a obra acompanha os 9 meses de gestação. “Tudo começou quando mudei de casa, fui morar sozinho no centro e tinha uma grande solidão. Passei a visitar a biblioteca Mário de Andrade e ler muito. Acho que inventei bastante da história, mais do que os personagens. No meu novo livro, o desafio é criar os personagens do zero”.

O último Encontro com o Escritor vai ser realizado no domingo, 9, na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), às 11 horas. A cerimônia de entrega do Prêmio São Paulo de Literatura será na BVL na segunda, 10, às 20 horas.

Para conhecer melhor os autores e os livros finalistas, acesse este link.

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Raphael Montes é convidado do Segundas Intenções na BSP

O escritor Raphael Montes vai participar de um bate-papo no programa Segundas Intenções da Biblioteca de São Paulo (BSP) no dia 24 de setembro, às 11 horas. Na conversa, ele vai falar do universo da literatura policial e de suspense no mercado editorial brasileiro e de seus novos lançamentos. O autor foi finalista do Prêmio São Paulo em 2013 com o romance Suicidas, que impressionou crítica e público e recebeu elogios do célebre escritor norte-americano Scott Turow. O romance de estreia também foi finalista do Prêmio Benvirá de Literatura 2010 e do Prêmio Machado de Assis 2012.

Montes nasceu em 1990 no Rio de Janeiro. Seu segundo livro, Dias perfeitos, teve os direitos de tradução vendidos para 18 países e O vilarejo, obra de terror com ilustrações, recebeu comparações com Stephen King. Todos seus livros vão ser adaptados para o cinema. Raphael ainda assina uma coluna semanal no jornal O Globo e escreve roteiros para cinema e televisão, como a novela A regra do jogo e a série Supermax, ambas da Rede Globo, e a série Espinosa, do canal pago GNT.

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