Em noite de confraternização que lotou o auditório do Museu da Língua Portuguesa foram divulgados nessa segunda-feira (24), os ganhadores do Prêmio São Paulo de Literatura 2012. Na quinta edição, concorreram 209 romances inéditos, publicados em língua portuguesa no Brasil em 2011.

Coube ao Secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araújo, anunciar e entregar o troféu a Suzana Montoro, ganhadora do Prêmio Melhor Livro do Ano de 2011 – Autor Estreante. A escritora concorreu com a obra Os hungareses, da Ed. Ofício das Palavras.

O Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin fez o anúncio do Prêmio Melhor Livro do Ano 2011. O escolhido pelos jurados foi o escritor Bartolomeu Campos de Queirós, autor de Vermelho Amargo, da Ed. Cosac Naify. O autor faleceu recentemente. O troféu foi entregue simbolicamente à representante da editora, Isabel Coelho.

Compareceram os escritores finalistas Adriana Lunardi, Domingos Pellegrini, Hélio Pólvora, Luiz Vilela, Michel Laub, Silvio Lancellotti, Tatiana Salem Levy, Bernardo Kucinski, Chico Lopes, Eliane Brum, Julián Fuks, Luciana Hidalgo, Susana Fuentes e Suzana Montoro. Enviaram representantes os escritores Luiz Ruffato, Ana Mariano, Paulo Scott e Marcos Bagno, que não puderam comparecer em razão de compromissos assumidos anteriormente.

Com a divulgação dos vencedores e a realização da solenidade de entrega dos troféus, encerra-se oficialmente mais uma edição do Prêmio São Paulo de Literatura, que vêm se consolidando como um dos mais prestigiados prêmios literários do País, cumprindo seu objetivo de estimular a produção literária brasileira.

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No dia 9 de setembro, aconteceu na Biblioteca de São Paulo, a última etapa da programação cultural do Prêmio São Paulo de Literatura 2012. Ao todo, foram realizados 7 encontros com escritores, sendo 3 na Capital e 4 em cidades do interior do Estado. Dos vinte finalistas, doze escritores participaram de bate-papos com aproximadamente quinhentos leitores.

No último evento da série, estiveram na Biblioteca de São Paulo os escritores Chico Lopes e Luiz Ruffato, que dialogaram com cerca de quarenta pessoas que estiveram presentes, tendo a apresentadora da TV Cultura Adriana Couto como mediadora.

Como escrevem? Por que escrevem? Como começaram? De onde surgem os personagens? Quais são os critérios para desenvolver determinadas temáticas? Como formar novos leitores? Essas e outras perguntas foram respondidas pelos autores, seja por provocação da mediadora, seja para responder perguntas da plateia.

Chico Lopes, por exemplo, acredita que novos leitores são fisgados pelo prazer de ler.Somente o prazer de ler, faz o leitor ir até o final do livro. Se não gostar, desiste do livro e, em alguns casos, até da leitura – assegurou o escritor que concorre pela primeira vez com O estranho no corredor, da Editora 34.

Veterano escritor de romances e novamente finalista do prêmio, Luiz Ruffato concorda com a resposta de Lopes, mas atribui à Educação, e aos professores em especial, um papel importante para a descoberta desse prazer. Professores que leem, bibliotecas vivas, feiras de livros e bate-papos com leitores sempre funcionam para conquistar novos públicos, mesmo que às vezes isso pareça um enorme desafio e não sinalize resultado imediato– garantiu Ruffato.

Para Pierre André Ruprecht, diretor-executivo da SP Leituras que executou as ações relacionadas à programação cultural do Prêmio São Paulo de Literatura 2012, os resultados foram alcançados.

“O prêmio tem dois grandes objetivos: estimular a produção literária ao oferecer aos premiados condições favoráveis para a criação, e estimular a leitura de qualidade promovendo os livros finalistas e premiados e aproximando-os – assim como seus autores – do público.

Deste ponto de vista, o balanço da programação cultural do premio foi bastante positivo: os encontros dos escritores com o público, tanto em São Paulo quanto nas cidades do interior tiveram resultados entusiasmantes, e indicam um caminho para o futuro do premio.”

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Na próxima segunda-feira (24/9), em solenidade marcada para as 20h no Museu da Língua Portuguesa, serão conhecidos os dois vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura 2012.

Depois de um longo processo de seleção dividido em duas etapas, e que envolveu curadores e jurados representantes da área acadêmica, da crítica literária, de escritores, livreiros e bibliotecários, será divulgado o veredicto final que aclamará os melhores romances inéditos publicados originalmente no Brasil no ano de 2011. Concorreram nessa edição 209 títulos cujas inscrições foram validadas pela Curadoria.

Como parte integrante de ações empreendidas pela Secretaria de Estado da Cultura em favor do livro e da leitura, o Prêmio São Paulo de Literatura tem entre seus principais objetivos o estímulo à produção literária de qualidade e a revelação de novos talentos.

Além de troféus que materializam a conquista de Melhor Livro do Ano e Melhor Livro do Ano – Autor Estreante, cada um dos escritores receberá 200 mil reais, o maior valor pago entre os concursos literários brasileiros. Esse valor permite que muitos autores redirecionem suas carreiras, viabilizando em muitos casos a dedicação exclusiva ao ofício de escrever.

Por outro lado, a conquista representa o reconhecimento público da qualidade da obra premiada, assegurando alta visibilidade dentro e fora do País. Essa combinação favorece a venda dos livros premiados nas livrarias brasileiras e abre excelentes oportunidades para a negociação de direitos no mercado internacional, um dos maiores desafios para nossos escritores.

Diante desse cenário rico em novas perspectivas para os autores premiados, é natural que exista grande ansiedade pela divulgação dos dois vencedores de 2012.

Falta pouco. Vamos aguardar!

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Circuito da Programação Cultural no interior é encerrado em grande estilo passando por Araraquara, São Carlos e Lençóis Paulista

Depois do bem-sucedido encontro em Presidente Prudente, com a presença do escritor Julián Fuks que conversou com cerca de 70 leitores, foram as cidades de Araraquara, São Carlos e Lençóis Paulista que acolheram com entusiasmo outros autores finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2012.

A programação teve sequência nos dias 3, 4 e 5 setembro atraindo uma multidão de leitores às bibliotecas públicas e espaços culturais das três cidades. Os escritores Luiz Ruffato e Ana Marino iniciaram o roteiro pelas cidades de Araraquara e São Carlos. No último dia, Susana Fuentes, integrou-se ao elenco para participar do encontro em Lençóis Paulista.

Em Araraquara (3/9), mais de 70 pessoas compareceram à Biblioteca Pública Municipal Mario de Andrade para uma conversa sobre livros e leitura que durou mais de duas horas.  Houve intensa participação com muitas perguntas da plateia aos autores presentes.

Ana Mariano deu detalhes sobre seu método de escrita que inclui muita pesquisa, considerando que sua obra abrange várias décadas e relata o estilo de vida peculiar de fazendeiros que viveram e ainda vivem na fronteira do Brasil com a Argentina.

Ruffato revelou que a faísca da sua carreira literária brilhou exatamente na biblioteca de Araraquara. Muito jovem, quando ainda morava em Minas Gerais, foi classificado em segundo lugar no concurso Contos Premiados, promovido pela Biblioteca Pública Municipal Mário de Andrade. A conquista precoce indicou um caminho ao futuro escritor: era preciso ler mais e se preparar melhor caso desejasse alcançar algum resultado literário consistente. Assim, Ruffato voltou aos livros e às bibliotecas em busca de mais saber. Deu certo. Hoje, o autor consagrado dentro e fora do País, considera concluída sua obra primordial – Inferno Provisório – com a publicação do quinto volume da série, selecionada para concorrer ao prêmio de melhor livro do ano.

Em São Carlos (4/9), o encontro aconteceu no Anfiteatro Bento Prado Jr, no Paço Municipal. O publico foi menor, aproximadamente 20 pessoas, mas a empolgação foi semelhante. A maior proximidade entre autores e plateia facilitou e até incentivou o diálogo.

Em Lençóis Paulista (5/9), o Espaço Cultural Cidade do Livro foi literalmente tomado por mais de 200 pessoas, estudantes universitários em sua maioria. Recém-chegada do Exterior, a escritora carioca Susana Fuentes, autora de Luzia, falou das angústias de sua personagem que tenta superar traumas trazidos da infância enquanto desenvolve seu processo de reinvenção existencial.

A ativa participação dos escritores, o clima de entusiasmo do público e dos dirigentes culturais das cidades visitadas foram fundamentais para garantir o sucesso da iniciativa. A repercussão positiva indica que a inovação desse ano será ampliada nas edições seguintes para alcançar leitores de mais cidades do interior paulista.

Roteiro

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Eventos da Programação Cultural do Prêmio São Paulo de Literatura reuniram bom público, tanto na Capital como no Interior.

O primeiro foi no Auditório da Biblioteca de São Paulo, no Parque da Juventude, na manhã de sábado. O outro, a 275 km de distância, na Biblioteca Pública Municipal Mário de Andrade, em Araraquara, segunda-feira à noite.

Na capital estiveram os autores Domingos Pellegrini, Silvio Lancellotti e Paulo Scott, com a mediação de Adriana Couto. Cerca de 50 leitores prestigiaram o evento.

Entre muitos assuntos, como a transição da máquina de escrever para o computador, crítica literária, empobrecimento da língua, relação com os leitores. Falou-se também do crescimento do mercado literário nos últimos anos, graças a ações de incentivo ao livro e à leitura, como feiras e concursos literários, onde o Prêmio São Paulo de Literatura é um dos destaques.

Pellegrini relembrou o tempo em que se dizia que só dois escritores viviam exclusivamente de literatura no Brasil: Jorge Amado e Érico Verissimo. Hoje, a realidade é diferente. Existem inúmeros escritores que vivem exclusivamente da sua produção literária. Paulo Scott foi taxativo: é incrível, mas é a poesia que paga as minhas contas!

Em um momento mais descontraído, Lancellotti levou a plateia às gargalhadas ao comentar sobre seu próprio livro Em nome do pai dos burros: ‘Eu gosto dele. Já li umas oito vezes’.

Em Araraquara, mais de 80 pessoas foram ouvir e conversar com os escritores Luiz Ruffato e Ana Mariano no auditório da Biblioteca Mario de Andrade. Ambos falaram sobre suas trajetórias na literatura, suas motivações para escrever, suas obras publicadas e, em especial, sobre as que estão concorrendo ao Prêmio São Paulo de Literatura 2012. Houve grande participação dos presentes com perguntas dirigidas aos dois escritores.

Ana Mariano, embora tenha iniciado tardiamente sua carreira literária, é poeta experiente. Considera seu primeiro romance – Atado de ervas – uma obra meio deslocada no cenário atual onde predomina a temática mais urbana, onde o tempo corre num ritmo mais acelerado do que está retratado em seu livro.

A obra de Ruffato – Domingos sem Deus, quinto volume da série Inferno Provisório – ao contrário, tem a grande cidade e suas neuroses como pano de fundo para narrar a luta e a solidão dos que vivem como se fossem invisíveis, dos anônimos que perambulam esquecidos em meio à multidão eternamente apressada.

Ao retornar a Araraquara depois de muitos anos, Ruffato teve oportunidade de reviver um momento marcante de sua vida profissional: a conquista do segundo lugar de um concurso de contos promovido pela Biblioteca Pública Municipal Mario de Andrade que deflagrou seu desejo íntimo de ser escritor.

A Programação Cultural continua em São Carlos (4/9) e em Lençóis Paulista (5/9).

Veja aqui programação completa, com os autores convidados, locais e horários. As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas.

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O escritor Julián Fuks descreveu para uma plateia muito interessada, seu peculiar processo criativo, seu envolvimento precoce com a literatura e também sobre sua descrença no poder de personagens assumirem o comando dos desejos do autor.

Seu livro Procura do romance (Record) tem uma temática desafiadora para um autor estreante no gênero. Trata dos conflitos da narrativa que emergem a cada capítulo, quando a memória e as metáforas parecem insatisfatórias ou insuficientes para produzir o verdadeiro relato das ocorrências que deveriam resultar em uma história igualmente verdadeira.  Ao escrever, o autor sente-se em pleno combate entre a consciência extrema e a desconfiança de que cada palavra pode ser um desvio das ocorrências.

Na próxima segunda-feira (03/09), a programação cultural do Prêmio São Paulo de Literatura terá continuidade na Biblioteca Pública Municipal Mário de Andrade, localizada à rua Carlos Gomes, 1729, no centro de Araraquara.

As etapas seguintes serão em São Carlos e Lençóis Paulista, nos dias 4 e 5 de setembro, respectivamente.

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