Maior do país em premiação individual, Prêmio São Paulo de Literatura abre inscrições

Concurso realizado pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo premiará romances de veteranos e estreantes publicados em 2015; edital está disponível neste link.

A Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo abriu inscrições para a nona edição do Prêmio São Paulo de Literatura, um dos mais conceituados do gênero no país. O edital, publicado no Diário Oficial do Estado e disponível neste link, receberá candidatura de romances em duas categorias: “Melhor Livro do Ano” e “Melhor Livro do Ano – Autor Estreante” – esta última dividida em duas modalidades “Autores com Mais de 40 Anos de idade” e “Autores com Menos de 40 Anos de idade”. Os candidatos podem se inscrever até dia 12 de maio.

O Prêmio São Paulo de Literatura tem como premissa incentivar a leitura, a produção e a difusão literária, contribuindo para a formação de novos leitores e escritores. Também se destaca por reconhecer os grandes nomes e os novos talentos da literatura brasileira contemporânea, sendo um dos poucos no país a ter categoria específica para estreantes. As obras concorrentes são de ficção, no gênero romance, escritos originalmente em língua portuguesa, com primeira edição mundial no Brasil em 2015. Atualmente, o Prêmio São Paulo de Literatura é o maior do país em valor de premiação individual: R$ 200 mil para o Melhor Livro do Ano e R$ 100 mil para cada autor estreante nas submodalidades +40 e -40.

Na categoria Melhor Livro do Ano, poderão se inscrever autores que já publicaram romances anteriormente. Já na categoria dos estreantes, os escritores podem ter obras publicadas em outros gêneros, desde que o livro inscrito seja o seu primeiro romance.

Edições anteriores

Em 2015, Tempo de Espalhar Pedras (Cosac Naify), do potiguar Estevão Azevedo, foi eleito pelo júri do Prêmio São Paulo de Literatura o Melhor Livro do Ano. Já a pernambucana Micheliny Verunschk, com Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida (Patuá), foi contemplada na categoria Autor Estreante +40 e Débora Ferraz, também pernambucana, recebeu prêmio na categoria Autor Estreante -40, com o romance Enquanto Deus Não Está Olhando (Record).

Grandes nomes da literatura nacional já venceram outras edições do Prêmio, tais como Cristóvão Tezza (O Filho Eterno), Ronaldo Correia de Brito (Galiléia), Raimundo Carrero (Minha Alma é Irmã de Deus), Tatiana Salem Levy (A Chave de Casa), Rubens Figueiredo (Passageiro do Fim do Dia), Daniel Galera (Barba Ensopada de Sangue) e Bartolomeu Campos de Queirós in memoriam (Vermelho Amargo).

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Livro de Tezza adaptado para o teatro

O livro O filho eterno, de Cristóvão Tezza, ganhou uma adaptação para o teatro. A obra foi vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura de 2008 na categoria Melhor Livro de Romance do Ano. A trama narra a história de um escritor que se vê prestes a ser pai pela primeira vez. Sua ansiedade e a expectativa com o nascimento do primeiro filho cedem o lugar à decepção inicial por ele nascer com Síndrome de Down. O pai, inicialmente, nega amor àquela criança “errada”. Ao longo do texto, esse pai vai aprender, a duras penas, a amar essa criança.

A peça é o primeiro monólogo da Companhia Atores de Laura. O espetáculo é encenado por Charles Fricks e a direção é de Daniel Herz. Atualmente está em cartaz em Maceió, após temporada no Rio de Janeiro.

Confira a crítica do espetáculo no link.

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Escritoras ganham destaque em premiações literárias

Em um balanço do que aconteceu no universo da literatura em 2015, o Jornal do Commercio, de Recife, destacou o fato de as mulheres terem ganhado os holofotes em várias premiações de peso. Foi o caso, por exemplo, do Prêmio São Paulo de Literatura. A pernambucana Micheliny Verunschk foi a vencedora na categoria Autor Estreante +40 com o livro Nossa Teresa – Vida e morte de uma santa suicida (Patuá). O obra, que marca a estreia de Micheliny no gênero romance, trata de temas como suicídio, fé e crenças populares.

Sua conterrânea, Débora Ferraz, faturou a categoria Autor Estreante -40 com Enquanto Deus não está olhando (Record). O livro conta a história de Érica, uma jovem artista plástica em busca do pai, que fugiu do hospital onde estava internado.

Em outros prêmios, como o Jabuti, elas também roubaram a cena. Quarenta dias (Objetiva), de Maria Valéria Rezende, foi o primeiro colocado na categoria romance. E Elvira Vigna, que já foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, ganhou o Oceanos com o romance Por escrito (Cia. das Letras).

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Veja galeria de fotos do Prêmio São Paulo de Literatura

Nesta segunda-feira, 30 de novembro, foi anunciado o resultado final do Prêmio São Paulo de Literatura 2015. A premiação escolheu os melhores romances em língua portuguesa de todo o país, em evento realizado na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL). Estevão Azevedo ganhou na categoria Melhor Livro de Romance do Ano com “Tempo de Espalhar Pedras” (Cosas Naify). Micheliny Verunschk venceu com “Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida” (Patuá) na categoria Melhor Livro de Romance do Ano – Autor Estreante com mais de 40 anos. Débora Ferraz faturou na categoria Melhor Livro de Romance do Ano – Autor Estreante com menos de 40 anos, com “Enquanto Deus Não Está Olhando” (Record).

 

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Tempo de Espalhar Pedras, de Estevão Azevedo, é eleito o  Melhor Livro do Ano

Vencedores da edição 2015 da esquerda para a direita: Micheliny Verunschk, Estevão Azevedo e Débora Ferraz.

 

 

Na categoria Estreantes, duas pernambucanas foram contempladas:

Micheliny Verunschk (+40), com Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida,

e Débora Ferraz (-40), com Enquanto Deus Não Está Olhando

Tempo de Espalhar Pedras (Cosac Naify), do potiguar Estevão Azevedo, foi eleito pelo júri do Prêmio São Paulo de Literatura o Melhor Livro do Ano, enquanto a pernambucana Micheliny Verunschk, com Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida (Patuá), foi contemplada na categoria Autor Estreante +40 e Débora Ferraz, também pernambucana, recebeu prêmio na categoria Autor Estreante -40, com o romance Enquanto Deus Não Está Olhando (Record). Realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, o Prêmio anunciou seus vencedores na noite nesta segunda-feira (30 de novembro), durante cerimônia na Biblioteca Parque Villa-Lobos, em São Paulo.

Estevão receberá o prêmio de R$ 200 mil, enquanto as autoras estreantes levam R$ 100 mil cada. Esta contou com 215 obras inscritas e se destacou pelo alcance nacional: foram 21 finalistas de nove estados brasileiros – Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e São Paulo. A presença feminina entre os finalistas também é recorde: 10 mulheres disputaram o prêmio, sendo duas na categoria Melhor Livro do Ano, seis na submodalidade Autor Estreante -40 e outras duas na submodalidade Autor Estreante +40.

O Prêmio São Paulo de Literatura tem como premissa incentivar a produção literária e a difusão da leitura, contribuindo para a formação de novos leitores. Também se destaca por reconhecer os grandes nomes da literatura brasileira contemporânea – as obras concorrentes são de ficção, no gênero romance, escritos originalmente em língua portuguesa, com primeira edição mundial no Brasil em 2014. Atualmente, o Prêmio São Paulo de Literatura é o maior do país em valor de premiação individual: R$ 200 mil para o Melhor Livro do Ano e R$ 100 mil para cada autor estreante nas submodalidades +40 e -40.

Vencedores

Com Tempo de Espalhar Pedras (Cosac Naify), Estevão Azevedo recebeu o prêmio de Melhor Livro do Ano. Em 2009, o escritor, nascido em Natal/RN, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura com seu primeiro romance, Nunca o Nome do Menino (Ed. Terceiro Nome). Para o júri, Azevedo se destacou entre os concorrentes pelo “amplo domínio da maestria narrativa e ficcional”, com um texto surpreendente, que se inscreve na melhor tradição do romantismo brasileiro e do realismo modernista nordestino.

Já em Nossa Teresa – Vida e Morte de Uma Santa Suicida (Patuá), Micheliny Verunschk marca sua estréia no gênero romance com obra que gira em torno de temas como suicídio, herança familiar, fé e crenças populares. Para o júri, o livro é um “romance desconfortável sobre a condição humana, com frases ora poéticas, ora prosaicas como um papo de bar”.

Também vencedora do Prêmio Sesc de Literatura 2014, Débora Ferraz escreveu em Enquanto Deus Não Está Olhando temas como perda e insegurança no ingresso à idade adulta. O livro narra, de forma não linear, a história de uma jovem em busca de seu pai, que fugiu do hospital. Para o júri, Débora é uma escritora talentosa, com voz própria e que domina a narrativa extensa e dramaticamente densa. O tema da obra foi avaliado como “universal e perfeitamente adaptado a uma realidade local e geracional da juventude no Nordeste brasileiro contemporâneo, mas que poderia ser em qualquer outro hemisfério ou país”.

Júri final

O Júri final do Prêmio São Paulo de Literatura, responsável pela definição dos três vencedores dentre os 21 finalistas, foi composto por cinco profissionais ligados ao segmento literário: Francisco Foot Hardman, historiador e professor do Departamento de Teoria Literária da Unicamp, Jiro Takahashi, professor das disciplinas Literatura, Leitura e Produção de Textos e Estilística do curso de Letras do Centro Universitário Ibero-Americano, Maria Fernanda de Carvalho Rodrigues, repórter e colunista de literatura do jornal O Estado de S. Paulo, Rogério Pereira, fundador do jornal Rascunho, de Curitiba, especializado em literatura, idealizador do Paiol Literário e diretor da Biblioteca Pública do Paraná, e Sylvia de Albernaz Machado do Carmo Guimarães, co-fundadora da ONG Vaga Lume, que promove intercâmbios culturais por meio de leitura, escrita e oralidade.

Sobre o Prêmio São Paulo de Literatura 2015

Criado em 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo, o Prêmio São Paulo de Literatura é o maior do País em valor individual e tem como principais objetivos incentivar a produção literária de qualidade, apoiar e valorizar novos autores e editoras independentes, além de incentivar a leitura.

Ao todo, 215 livros entraram na competição: 111 de autores veteranos e 104 de autores estreantes. Esta edição contou com um aumento de 40% nas inscrições em comparação ao ano passado, quando 153 livros disputaram o prêmio – 67 obras na categoria “Melhor Livro” e 86 obras de Autores Estreantes.

Desde que foi criado, o Prêmio teve participação de mais de 1.200 livros e premiou 16 romances, contribuindo de forma decisiva para dar visibilidade não só às obras vencedoras, mas também aos trabalhos finalistas.

Histórico – Vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura

2014 Melhor Livro do Ano – Ana Luisa Escorel, Anel de Vidro

Melhor Livro do Ano – estreante com mais de 40 anos – Verônica Stigger, Opisanie Swiata

Melhor Livro do Ano – estreante com menos de 40 anos – Marcos Peres, O Evangelho Segundo Hitler

2013 Melhor Livro do Ano – Daniel Galera, Barba ensopada de sangue.

Melhor Livro do Ano – estreante com mais de 40 anos – Paula Fábrio, Desnorteio

Melhor Livro do Ano – estreante com menos de 40 anos – Jacques Fux, Antiterapias

2012 Melhor Livro do Ano – Bartolomeu Campos de Queirós, Vermelho amargo (in memoriam)

Melhor Livro do Ano – Autor estreante – Suzana Montoro, Os hungareses

2011 Melhor Livro do Ano– Rubens Figueiredo, Passageiro do fim do dia

Melhor Livro do Ano – Autor estreante – Marcelo Ferroni, com Método prático de guerrilha

2010 Melhor Livro do Ano – Raimundo Carrero, A minha alma é irmã de Deus

Melhor Livro do Ano – Autor estreante – Edney Silvestre, Se eu fechar os olhos agora

2009 Melhor Livro do Ano – Ronaldo Correia de Brito, Galiléia

Melhor Livro do Ano – Autor estreante – Altair Martins, A parede no escuro

2008 Melhor Livro do Ano – Cristóvão Tezza, O filho eterno

Melhor Livro do Ano – Autor estreante – Tatiana Salem Levy, A chave de casa

FINALISTAS

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO 2014

Alberto Mussa – A Primeira História do Mundo (Record)

Antônio Xerxenesky – F (Rocco)

Chico Buarque – O Irmão Alemão (Companhia das Letras)

Cristovão Tezza – O Professor (Record)

Estevão Azevedo – Tempo de Espalhar Pedras (Cosas Naify)

Evandro Affonso Ferreira – Os Piores Dias da Minha Vida Foram Todos (Record)

Heloisa Seixas – O Oitavo Selo (Cosac Naify)

João Anzanello Carrascoza – Caderno de um Ausente (Cosac Naify)

Silviano Santiago – Mil Rosas Roubadas (Companhia das Letras)

Socorro Acioli – A Cabeça do Santo (Companhia das Letras)

MELHOR LIVRO DO ANO DE ROMANCE – AUTOR ESTREANTE

+ 40 ANOS

Eliana Cardoso – Bonecas Russas – (Companhia das Letras)

Elisa Lucinda – Fernando Pessoa, o Cavaleiro de Nada (Record)

Heliete Vaitsman – O Cisne e o Aviador (Rocco)

Micheliny Verunschk – Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida (Patuá)

Míriam Leitão – Tempos Extremos (Intrínseca)

Rodrigo Garcia Lopes – O Trovador (Record)

Vanessa Maranha – Contagem Regressiva (Selo Off Flip)

ATÉ 40 ANOS

André Viana – O Doente (Cosac Naify)

Caio Yurgel – Samba sem Mim (Saraiva | Benvirá)

Débora Ferraz – Enquanto Deus Não Está Olhando (Record)

Mariana Portella – O Outro Lado da Sombra (Rocco)

 

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Debate com finalistas do Prêmio São Paulo na Biblioteca Parque Villa-Lobos

Na manhã deste domingo, 29 de novembro, o Prêmio São Paulo de Literatura realizou o segundo bate-papo com os finalistas da edição de 2015. O encontro serve para os escritores contarem mais detalhes sobre os livros que concorrem ao prêmio e seus processos de escrita. O evento foi realizado na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) com os autores Cristovão Tezza (O professor, Record), Débora Ferraz (Enquanto Deus não está olhando, Record), Elisa Lucinda (Fernando Pessoa, o cavaleiro de nada, Record) e Vanessa Maranha (Contagem regressiva, Selo Off Flip).

Cristovão Tezza (O professor, Record) considera a obra finalista o seu romance mais completo. O livro conta a história de um professor que recebe um prêmio e relembra um apanhado de estórias, que se confundem com a História do Brasil. “No fundo escrever ficção é criar uma hipótese existencial que explique a vida, porque as nossas vidas são cacos de informação desconexa”.

Débora Ferraz (Enquanto Deus não está olhando, Record) falou sobre seu livro, que narra a história de uma filha em busca de um pai desaparecido. “Queria uma história de trânsitos e também da relação entre pai e filha. O momento mais delicado foi quando meu pai morreu. Tive que abandonar o livro para não misturar as coisas. O Enquanto Deus… é um instante, em que alguma coisa parece que vai mudar, mas não muda”.

Elisa Lucinda (Fernando Pessoa, o cavaleiro de nada, Record) disse que seu livro é uma autobiografia ficcional sobre o poeta português, que busca recontar a sua história por meio da leitura atenta de sua obra. “Esse Fernando Pessoa nem eu conhecia. O meu Pessoa se encontra no desvão entre a literatura e a vida dele. Aos pouco os poemas foram achando o seu lugar. E hoje vejo que a obra dele é um diário”.

Vanessa Maranha (Contagem regressiva, Selo Off Flip) disse que o livro é um romance de contista, com capítulos curtos. Narra a história de um homem que ao final da vida se interna em uma clínica psiquiátrica e prefere a agonia dos loucos à placidez de um asilo. “Quis falar da velhice depois de completar os 40 anos. A minha grande dificuldade foi sair deste universo. Despedi-me do personagem chorando”. 

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