Prêmio São Paulo realiza primeiro encontro com escritores

Prêmio São Paulo realiza primeiro encontro com escritores

Neste sábado, 28 de novembro, o Prêmio São Paulo de Literatura realizou um encontro com seis finalistas da edição de 2015. A programação cultural tem objetivo de abrir um canal de divulgação com o público para falar das obras, de literatura e das referências literárias dos autores. O evento foi realizado na Biblioteca de São Paulo (BSP) com os autores Antônio Xerxenesky, Estevão Azevedo, Evandro Affonso Ferreira, João Anzanello Carrascoza, Heliete Vaitsman e Míriam Leitão.

 

Antônio Xerxenesky (F, Rocco) falou que seu livro conta a história de uma brasileira que é treinada em Cuba, torna-se uma assassina de aluguel e recebe a missão de matar Orson Welles. “Quis buscar pontos de contato entre a ética e a estética. E uma pergunta: até que ponto uma experiência humanística pode mudar uma pessoa?”.

 

Estevão Azevedo (Tempo de espalhar pedras, Cosac Naify) disse que quis se distanciar da obra anterior, que era totalmente urbana. “Por isso o livro é ambientado numa mina de diamantes num lugar e tempo desconhecido. Acho que nenhuma história se esgota e muitos falaram que tive coragem de lançar uma obra regionalista”, disse.

 

Evandro Affonso Ferreira (Os piores dias da minha vida foram todos, Record) falou que seu livro flerta com o erudito, que é resultado de muita pesquisa, e que sua obra sempre tangecia a morte. “Escrevi sobre uma doente terminal, fechei uma trilogia do desespero e me apropriei da personagem Antígona, de Sófocles”.

 

João Anzanello Carrascoza (Caderno de um ausente, Cosac Naify) afirma que a publicação é uma celebração da vida e conta a história de um pai que deixa um relato para a filha. “Eu aspiro poesia e boa parte da minha obra é como contista. Este segundo romance, quis fazê-lo contido e potente. E essa experiência me elevou mais do que como escritor, mas principalmente como sujeito”.

 

Heliete Vaitsman (O cisne e o aviador, Rocco) contou que a obra partiu da pesquisa de um fato real: a história do aviador da Letônia Herbert Curkus, responsável pelo assassinato de judeus na Segunda Guerra Mundial. Após o conflito, ele se refugiou no Brasil, em cidades como o Rio de Janeiro, Santos e São Paulo. “A partir desse fato desenvolvi um romance que mescla história e literatura. O tema é duro, mas as personagens viajam na mente“

 

Míriam Leitão (Tempos extremos, Intrínseca) comentou que teve muito medo de lançar o livro, mas que sempre teve muito interesse por dois momentos no Brasil: a escravidão e a ditadura militar. “Quis buscar os dramas privados da tragédia pública. A pergunta inicial é: que decisões a gente toma em tempos extremos?”.

 

No domingo, 29, o bate-papo será na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), às 11 horas. Os autores na mesa de debates serão: Cristovão Tezza (O professor, Record), Débora Ferraz (Enquanto Deus não está olhando, Record), Elisa Lucinda (Fernando Pessoa, o cavaleiro de nada, Record) e Vanessa Maranha (Contagem regressiva, Selo Off Flip).

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