Finalistas de prêmio reunidos na BSP

Finalistas de prêmio reunidos na BSP
Da esq. para dir.: Ieda Magri, Rogério Pereira, Rita Couto, Marco Lucchesi e Alberto Martins.
Da esq. para dir.: Ieda Magri, Rogério Pereira, Rita Couto, Marco Lucchesi e Alberto Martins.

A Biblioteca de São Paulo (BSP) recebeu neste sábado, 25 de outubro, o sétimo encontro entre finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura. Desta vez, Alberto Martins, Ieda Magri, Marco Lucchesi e Rogério Pereira puderam falar de suas obras e conversar com os leitores. O bate-papo foi mediado pela professora Rita Couto.

Os escritores contaram um pouco da trama de seus livros, como chegaram às histórias ali narradas e como foi o processo de escrita.

Rogério Pereira, por exemplo, disse que levou 12 anos para escrever Na escuridão, amanhã, livro com o qual concorre na categoria Melhor Livro do Ano de 2013 – Autores Estreantes com mais de 40 anos, e o fez a partir de experiências pessoais muito traumáticas.

“A marca desse livro são as coisas que não são ditas entre os personagens, e esse silêncio cria claustrofobia no leitor.”

Alberto Martins, autor de Lívia e o cemitério africano, obra indicada na categoria Melhor Livro do Ano de 2013, usa o mesmo personagem de seu livro anterior, História dos ossos, de 2005.

“Senti que o personagem havia amadurecido e que precisava passar por outras experiências, como a de ser pai”, explicou.

Ieda Magri, indicada para a categoria Melhor Livro do Ano de 2013 – Autores Estreantes com menos de 40 anos, revelou que ser uma escritora profissional traz a pressão de sempre ter de acertar e que quer ter a liberdade de poder errar e criar. “Olhos de bicho é um livro de exercício, tentei ir contra o que me era mais fácil para escrever”, contou.

Já em O bibliotecário do imperador, Marco Lucchesi, que é membro da Academia Brasileira de Letras, intercala personagens reais, como o imperador Dom Pedro II e o bibliotecário Inácio Augusto Cesar Raposo, com outras figuras, como o Barão de Jurujuba.

“Não é um romance histórico, é uma passagem da história que me interessava com uma linha literária. O imperador tinha mesmo um bibliotecário, mas nada aconteceu entre eles. Eu criei essa história de quando o imperador vai embora e deixa todos aqueles tesouros para trás”, falou Lucchesi, que concorre na categoria Melhor Livro do Ano de 2013.

Ao final, todos elogiaram a iniciativa da curadoria do Prêmio São Paulo de Literatura em promover este tipo de encontro, pois é uma forma de apresentar os escritores ao público leitor.

“Não basta entregar os livros finalistas às bibliotecas. É preciso também fazer este trabalho de mediação entre o público e escritores para assim apresentar o autor, apresentar o livro e dar acesso à leitura”, falou Adriana Ferrari, coordenadora do Prêmio São Paulo de Literatura.

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