Debate com finalistas do Prêmio São Paulo na Biblioteca Parque Villa-Lobos

Debate com finalistas do Prêmio São Paulo na Biblioteca Parque Villa-Lobos

Na manhã deste domingo, 29 de novembro, o Prêmio São Paulo de Literatura realizou o segundo bate-papo com os finalistas da edição de 2015. O encontro serve para os escritores contarem mais detalhes sobre os livros que concorrem ao prêmio e seus processos de escrita. O evento foi realizado na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) com os autores Cristovão Tezza (O professor, Record), Débora Ferraz (Enquanto Deus não está olhando, Record), Elisa Lucinda (Fernando Pessoa, o cavaleiro de nada, Record) e Vanessa Maranha (Contagem regressiva, Selo Off Flip).

Cristovão Tezza (O professor, Record) considera a obra finalista o seu romance mais completo. O livro conta a história de um professor que recebe um prêmio e relembra um apanhado de estórias, que se confundem com a História do Brasil. “No fundo escrever ficção é criar uma hipótese existencial que explique a vida, porque as nossas vidas são cacos de informação desconexa”.

Débora Ferraz (Enquanto Deus não está olhando, Record) falou sobre seu livro, que narra a história de uma filha em busca de um pai desaparecido. “Queria uma história de trânsitos e também da relação entre pai e filha. O momento mais delicado foi quando meu pai morreu. Tive que abandonar o livro para não misturar as coisas. O Enquanto Deus… é um instante, em que alguma coisa parece que vai mudar, mas não muda”.

Elisa Lucinda (Fernando Pessoa, o cavaleiro de nada, Record) disse que seu livro é uma autobiografia ficcional sobre o poeta português, que busca recontar a sua história por meio da leitura atenta de sua obra. “Esse Fernando Pessoa nem eu conhecia. O meu Pessoa se encontra no desvão entre a literatura e a vida dele. Aos pouco os poemas foram achando o seu lugar. E hoje vejo que a obra dele é um diário”.

Vanessa Maranha (Contagem regressiva, Selo Off Flip) disse que o livro é um romance de contista, com capítulos curtos. Narra a história de um homem que ao final da vida se interna em uma clínica psiquiátrica e prefere a agonia dos loucos à placidez de um asilo. “Quis falar da velhice depois de completar os 40 anos. A minha grande dificuldade foi sair deste universo. Despedi-me do personagem chorando”. 

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